21.11.12

E agora? Já é carnaval?



Perdi as contas de quantos dias fiquei sem escrever e temo, ainda mais quando isso é resultado de ter tanto a dizer. As palavras fogem de mim, eu também fugiria. Me sobram tantas coisas que não há espaço pra mais nada, ainda que me faltando tudo.

Quantos finais temos que enfrentar e superar, afinal? Talvez a minha dificuldade maior seja mesmo com esses recomeços pela metade. Na vida a mesmice ecoa e com ela, todos os planos, sermões, perspectivas, expectativas, os nãos e os contrapontos. Sinto que tenho sempre ouvidos sobrando enquanto os outros ganham uma boca extra, e quando finalmente eu consigo ganha-la, já estão todos surdos. É um beco escuro sem saída e sem ar.

É uma pena, mas tudo ficou incompreensível demais e está ficando dolorosamente insuportável. O ruim da sensação de está perdida é que qualquer lugar e lugar nenhum se tornam basicamente a mesma coisa, mas nenhum supre as minhas necessidades. Fui acuada na periferia, condenada a enxergar tudo em um mundo aparentemente cego.

A minha urgência é velha. 

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