19.9.12

Fica bem assim?



Meu coração é um todo dividido em partes desiguais de vazios e desesperos. Meu corpo é um todo com uma alma densa e desproporcional. As minhas mãos estão esgotadas e não há mais palavras. Não sei. Penso-que-talvez-essa-vontade-de-ir-seja-permeada-por-uma-vontade-avassaladora-de-me-encontrar-no-lugar-onde-estou-agora. Mas sigo assim, sem respirar. O que eu sabia, acabaram por me mostrar que eu nunca soube. E agora, cansada, não me importo em querer saber. Entende? O que não me importa, me dá aflição. É como um monstro que não existe fisicamente, mas pode me prender a qualquer momento em meu íntimo, que frágil e desgastado não sabe mais ser. Minha mente é uma presa fácil para as dúvidas e as incertezas, maculada pelas promessas que nunca se concretizaram e pela repetição arranhada. Minha sanidade se perdeu nesse imenso-sabe-se-la-o-que que se tornou a minha vida. Em todos os caminhos, eu falhei.  Meu imediatismo não me deixa viver. Nesse momento, não escrevo mais para fazer sentido, escrevo apenas para tentar existir.

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