6.6.12

Uma decepção, um medo, nenhum plano e nenhum talento.



Há muito tempo eu não caminhava pelas ruas e consequentemente pelos meus pensamentos. Quando ando rápido numa única direção, não presto atenção nos carros, nem nas pessoas, escuto apenas o meu bom e velho cérebro, que anda desesperado com toda essa sequencia de nadas.

Nunca consegui ter planos e sonhos muito consistentes e nem sei se posso chamá-los assim. Sofro de imediatismos e eles me sufocam. Não consigo dizer o que eu quero de verdade em tom firme e esperançoso e isso ajuda a quebrar as vontades no caminho e esquecê-las como se nunca tivessem existido.

Quero tantas coisas incomuns que prefiro não querê-las e quando me pedem focos nos planos que já me entregaram pré-construído, eu nem mesmo sei por onde começar. Os caminhos que me trilharam e por onde eu aceitei andar são mais fáceis e rápidos dos que o que eu escolheria por mim mesma, mas se tornaram mais tortuosos por serem assombrados pela minha falta de interesse, motivação e querer. Se tornaram mais assombrosos devido a minha incapacidade de reconhecer qual das minhas faces caminha por eles.

Não peço mais para o tempo voltar... Não adiantaria. Eu me encontraria presa nas mesmas decisões que ainda não consigo tomar, tendo que andar depressa por caminhos que não sei se gostaria de escolher, fazendo coisas que matam aos poucos quem eu sou, se é que eu sou.

Até parece fácil encontrar um ponto que ligue todas essas coisas e que me faça encontrar um eixo para todos esses contratempos. Se eu tivesse o dom de enxergar o futuro de forma tão clara quanto algumas pessoas têm, certamente já teria o encontrado.

Esbarro mais uma vez no “SE”.

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