28.5.12

A estranha, estrondante e inquietante vida do quase.




Quando eu quase disse o que sentia.
Quando eu quase acreditei que dormi ajudaria a passar a vida.
Quando eu quase vi que a escolha era equivocada antes de destruir uma parte importante da minha vida.
Quando eu quase soube o que dizer a respeito da vida.
Quando eu quase soube o que fazer com relação aos acontecimentos e suas consequências.
Quando eu quase soube conversar sobre quereres, não quereres, dores e cores.
Quando eu quase pude entender que não era castigo o rol imenso de coisas desconexas acontecendo ao mesmo tempo.
Quando eu quase consegui não esgotar as possibilidades que me deram.
Quando eu quase pude entender que não era dor aquilo que parecia trazer a morte ao lado.
Quando eu quase soube o que eu realmente queria.
Quando eu quase pude ser honesta comigo mesma sobre o que não queria.
Quando eu quase cheguei a algum lugar.
Quando eu quase consegui prosseguir por muito tempo em alguma coisa.
Quando eu quase descobri algo em que era realmente boa fazendo.
Quando eu quase consegui concluir algo em minha vida.
Quando eu quase me tornei o "quase" da família.
Quando eu quase entendi o que o "quase" queria dizer.
Quando eu quase desisti de continuar.
Quando eu quase pisei pelos caminhos corretos pelos quais seguir.
Quando eu acreditei que poderia realmente encontrá-los.

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