1.5.12

Dois lados de um mesmo caminho


Não escrevo há dias.  Meus pensamentos sequer conseguem se alinhar. Nunca me sentir tão perdida e por consequência, tão vulnerável. Todas as oportunidades aparecem e somem no mesmo segundo. É como estar em um deserto, ter água e o corpo não aceitar que ela seja bebida.
Perco tempo discutindo coisas que não merecem a minha atenção. Finjo não me importar com coisas que corroem a minha memória e a minha vontade de voltar no tempo e mudar alguns detalhes.

Alguns tentam me lembrar que ainda sou jovem e que posso errar. Outros tratam de me dizer que sou adulta e que devo lidar com as minhas escolhas e que não há espaço para o não querer depois de já ter mergulhado e queimado chances. Eu posso até saber qual o anjo e qual o demônio dessa equação, mas é certo que o demônio tem certa razão.

Se eu voltasse, não teria as certezas que tenho agora e as tendo, a minha única vontade é de voltar ao ponto principal onde tudo começou e escolher o caminho menos errado, só dessa vez.

Mas e o certo: é aquilo que te faz feliz ou aquilo que te sustenta? O diabo teima em ter novamente razão.


Nenhum comentário: