2.3.12

(se)círculo




Chorei.
Chorei como há muito tempo não chorava.
Fui consumida por uma raiva que jurava ter sido anulada há meses e meses.
Me vi presa dentro do círculo vicioso que já havia me condenado a muito tempo.

Morri.
Morri sabendo que se morre várias e várias vezes ao longo da vida, por diversas questões.
Mesmo tendo ciência sobre a minha questão repetida, que atormenta e maltrata como antes, amanhã e agora.
E condena.
Condena a quietude, o nada saber e provoca tudo aquilo que estava adormecido, que acorda e corrói órgão por órgão o meu íntimo até que só resto o velho e conhecido enjôo.

Abstraí.
Abstraí como se fosse à única solução viável.
Como se quisesse da uma resposta mínima ao meu corpo cansado e frágil.
Como se única saída fosse, como se alternativa diversa existisse.
E continuei...

Chorei.
Morri.
Abstraí.
E por tantas vezes, que sequer consigo imaginar quantas chances ainda me restam.

Um comentário:

Luísa Zanni. disse...

Sabe, o que eu quero te dizer já foi escrito por outra pessoa, então... Créditos sejam dados: http://www.escolalucinda.com.br/bau/noelevadordofilhodedeus.htm.