18.2.12

Há males que vem para o bem? Não vem!


Eu não poderia inventar saídas perfeitas para os meus problemas porque elas não serviriam. Não posso querer o impossível, porque não existem fórmulas mágicas ou gênios saindo de uma lâmpada qualquer para realizar as minhas vontades. Toda essa ilusão do possível cresceu em mim de um jeito incomum, foi como se de repente eu pudesse ir a todos os lugares sem me movimentar. Mas a vida não espera, não perdoa, não teme...

Me parece que ser adulta é algo semelhante a partir em busca dos próprios caminhos, abrir portas, fechar janelas, tomar banho de chuva em uma fila no meio do nada enquanto espera pelas incertezas. Espera-se que o futuro se torne mais ou menos real ou que aquele sonho possa enfim acontecer. 
Espera deve ser uma variação de esperança e que agora são duas palavras cuidadosamente odiadas.

Espera essa que abandona, maltrata e que repete fatos da sua vida, da vida alheia que você costumava presenciar, do futuro que ainda não aconteceu. O infinito é a espera. As mudanças, gestos e confiança que são rotineiramente substituídas por questionamentos, migalhas e desesperança. A ansiedade incomoda porque tem razão em ter pressa; enquanto eu fico a espreita esperando o futuro se mostrar parte a parte, mesmo que no momento ele insista em brincar de se esconder.

Chega a parecer que o problema está em crescer. Ou seria em querer? Ou seria na minha razão de (não) ser? 

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