16.12.11

O dia em que a liberdade pegou carona com a saudade.



“É preciso força pra sonhar e perceber
Que a estrada vai além do que se vê...”
Los Hermanos.


Não foram cinco meses ou cinco dias, foram cinco anos. Nesse intervalo de tempo você pode conhecer o amor da sua vida, namorar, casar e ter filhos. Em cinco anos você pode economizar e comprar uma casa ou um carro novo ou os dois, nunca se sabe. Em meia década você pode ter um filho que já saiba ler ou que converse com a televisão como adultos conversam entre si.
Em cinco anos você pode escolher um curso para se graduar, uma universidade onde deseje estudar e junto a esse seu pensamento simples e corriqueiro estar o pensamento de mais cinqüenta ou sessenta pessoas. Com as mesmas esperanças e objetivos semelhantes.
Não parece que foi ontem, parece que está sendo agora. Que acabou de acontecer ou irá ocorrer nos próximos instantes. É assim que eu me sinto ao olhar pra trás e ver essa jornada construída. Mesmo que eu ainda tenha basicamente as mesmas duvidas que de anos atrás.
O que eu vivi; com quem convivi, os fatos a serem lembrados com alegria ou tristeza, com saudade ou alivio não podem ser postos em um único texto. Eu não me atreveria. Eu não conseguiria. Seria inviável repetir os mesmos feitos, as mesmas piadas, os mesmos risos, os mesmos choros, as mesmas alegrias, tristezas, dores, lembranças, saudades...
Conviver cinco anos com as mesmas pessoas dividindo quase sempre os mesmos objetivos faz com que uma amizade se torne mais que isso. Faz com que os sonhos criem uma base forte para se desenvolverem, faz com que os desejos e as vontades sejam estruturais, faz com que eles se tornem realidade. Pode ser uma graduação em Arquitetura, em Psicologia ou em Direito. Nada muda o que foi construído perante os olhos cansados, mas impossíveis de parar.
Desde aprender o nome de todos aqueles que estão inseridos naquele lugar a não esquecer de lembrar de nenhum deles pelo resto da vida, é um longo caminho. Cheio de conflitos e pensamentos opostos. Cheios de idéias e motivações distintas. Mas ainda um caminho cheio de benevolência, sinceridade e companheirismo.
Engana-se quem acha que não existiram conflitos internos. Uma turma convivendo e se conhecendo diariamente está na iminência de explodir. Caso contrário, não seriamos o que somos, não seriamos nem sequer humanos. Todavia, uma turma que se entende e se respeita acima disso está sempre um passo a frente de digerir o conflito antes do extermínio. Se não há perfeição na solidão, não poderia existir perfeição em qualquer agrupamento.
Apesar da teimosia em reviver o passado, em repensar os erros ou o que poderia ter mudado com uma simples escolha diferente, me orgulho desse presente. Do tempo presente e até mesmo do próprio clichê.
Não sei o que sou agora e espero não saber até o último dos meus dias. Detestaria viver com limitações impostas pelo meu próprio eu. E é exatamente isso que desejo a todos vocês.
Alunos da Turma de 2007.1: Não percam a fé. Não se limitem, não se definam e continuem impossíveis de parar. 


Um comentário:

Danubya Medeiros. disse...

Passaria com muito gosto horas elogiando suas palavras, seu texto, a nossa turma, os laços de amizade e respeito que construímos ao longo destes cinco anos, mas me satisfaço por dizer que do fundo do meu coração, amo cada um de vocês com quem dividi meia década de minha vida.
Entrei uma meia adulta na faculdade e, também, com ajuda de vocês amigos, tornei-me de fato adulta e sabedora do que quero vida adiante.Vocês são responsáveis por momentos que jamais esquecerei, são lindos e são a melhor turma com quem eu poderia aprender sobre Direito e sobre a vida também.
Agradeço a cada um de vocês, e a ti Ana Lívia em especial, por durante todos estes anos, ter sido a mão amiga e proativa para turma inteira.
Eu os amo, e é amor pra sempre.