26.10.11

Um.




Pedi um pouco de concentração e me mandaram mais predestinação ao ócio nem sempre criativo. Não sei se parei o meu trabalho de conclusão de curso para ler Martha Medeiros, Tolkien ou o Gessinger dessa vez. Das crônicas modernas à Terra Média ou ao cantor de rock taxado de chato, quem se importa? Sou só eu sendo eu mesma mais uma vez.


Nota mental para o resto da vida: Sempre discordar quando alguém falar que Engenheiros do Hawaii é uma banda chata.


Discordar é um dos meus prazeres, defender o que eu gosto é um dos meus deveres. Mas só quando estou com coragem para discutir brilhantismo e falsa modéstia ou outros tantos etc. Coragem essa que nunca tenho e deve ser por isso que estou sempre anotando minha vida por aqui ou por ali para nunca esquecer daquilo que gosto ou mesmo dos desgostos. É importante que eu saiba tudo sobre mim e não você.

Lembro de estudar uma matéria e anotar poemas na capa do livro. Deve ser um pecado mortal perder uma impressão, ainda que errônea. Ainda anoto no celular as idéias que aparecem enquanto tento dormir. Não é loucura nem quando a idéia é vaga, apesar de sempre me render textos pela metade.

Estamos todos com medo de correr atrás do que queremos. Todos com medo de gostar do que gostamos. Todos com medo de ser aquilo que já somos. Deve ser reflexo da sociedade que liberta pra coagir, mas não tenho certeza ainda. Já que pode ser apenas um reflexo interno de quem deseja tudo que vê, mas não consegue pegar nem metade pelo simples medo de ter. Há sempre complicações demais em tantos quereres.


Nota Mental para uma vida saudável: Sempre dizer as pessoas, pelo menos em parte, aquilo que elas precisam ouvir. Mas nunca se aproveitar disso para falar mais do que se precisa dizer.

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