2.9.11

Satisfação? Quem sabe mais tarde...


Sempre que alguém me pergunta sobre meus objetivos, talentos e planos uma onda de desespero assola a minha alma e eu escolho silenciar. Não que eu não os tenha, só prefiro guardar a loucura num lugar onde eu possa controlar.

Quero sempre as coisas mais complexas e chego a beirar as impossibilidades. Quero o diferente, aquilo que ninguém se atreve. Quero expandir os meus mundos e diminuir essa sensação de está sempre no lugar errado. Quero enxergar o mesmo ponto sobre vários ângulos para acabar com os limites que me são impostos. E procurar por uma paz que seja avassaladora e suficiente para que a minha alma encontre alguma plenitude e saia um pouco desse redemoinho onde resolveu morar.

A sensação de insuficiência, de angustia e amargo na boca não me deixam livre um só momento. Nem quando o meu estomago resolve testar a minha razão e eu estou sempre às voltas com as minhas escolhas e os meus propósitos. Querer tudo e aceitar menos da metade da metade é como saciar a fome por pedaços, tentar recuperar noites em claro dormindo em pequenas parcelas.

A pouca idade, a falta reiterada de bom senso e a predisposição para deixar minha mente uma bagunça infernal só me fazem crer que sou eu mesma a grande causadora do meu caos.

Caos esse que me atormenta, que é responsável pelas minhas mudanças, que me faz trocar de sonhos, planos e jeitos. O caos que me molda aos poucos, que tenta de forma incontrolada me acertar.

E acabo por me tornar produto da minha própria confusão; que é sempre tão assustadora que acomoda.


Um comentário:

Danubya Medeiros. disse...

Vi-me em mais da metade do texto!
Caos, sempre ele, tenho por mim que a paz é que é a exceção, infelizmente.
Beijo, Aninha.