29.9.11

Para mim mesma.




Hoje eu vi um beija-flor...
Depois daquilo que podemos denominar de um dia ruim, ele passou por mim como se fosse em busca da felicidade. Pairou no ar alguns instantes e se foi.

Sabe, às vezes, precisamos guardar dentro de um grande sonho, alguns menores, porque senão vai ficando difícil escolher qual será o nosso foco e acabamos presos as nossas vontades não realizadas... Eu tenho medo do futuro, medo do que a mim fora reservado, medo de perder isso que eu sou agora, de não ter forças... medo de não suportar certas condições. Medo de não ir em frente.  Tenho medo desse medo todo que insisto em carregar.

um tempo não me sinto parte de nada. Pairo no ar tal qual aquele beija-flor, a diferença é que sou ave sem rumo, que quer voar, mas não pode por ter as asas pesadas demais. E como beija-flor que devo ser, espero com toda a pressa não demonstrada, que o caminho finalmente se mostre para que eu possa segui-lo.

O certo é que eu cansei de tentar ser algo melhor para os outros, de mudar coisas em mim pra satisfazer quem não merece... Há um tempo eu achava que precisava ser espelho de alguns para ser vista. Agora prefiro meu anonimato.

E que o caminho apareça na hora devida, que o voo se torne pleno com o passar das horas. Que apareça um arco-íris após o temporal. não me nego, não calo e caso não queiram, não me vejam. comprei meu próprio espelho pra me refletir. Let it be...

Um comentário:

Danubya Medeiros. disse...

Ai que belo texto!

Achei lindo isso:
"(...) Que o voo se torne pleno com o passar das horas(...)"