20.9.11

E selvagens...




So segure na minha mão se quiser me acompanhar, não preciso e nem quero ninguém guiando meus erros. Não entre nos meus sonhos se não quiser dividir também os seus. Meu mundo está cheio de egoísmo e talvez não haja espaço para mais nada. E entre está ou ficar, eu sempre escolho partir. Enquanto um pressupõe eternidade e o outro, dependência... Eu prefiro a liberdade.

Talvez a vida escolha não exigir de mim metade do que pede a uma infinidade de pessoas. Talvez a paz espiritual surja da forma mais plena no meu quarto durante o meu sono e nunca mais vá embora. Talvez as minhas escolhas incoerentes encontrem o devido caminho depois de muito tropeçar...

Quando foi mesmo que eu mergulhei no vazio das minhas questões?

Essa angustia não costumava ser assim e todos os meus medos eram tendentes à limitação. Paro e olho para frente e não consigo mais enxergar o futuro, que agora coberto por todas as inseguranças e todos os receios de quem vai para a luta com todas as armas, mas sem conhecer o inimigo, não teme nenhuma investida.

Dizem que a nossa vida se renova ao passar de certa quantidade de anos. Creio que esta tende a cair na nossa cabeça tão cedo quanto à passagem dos anos que nos é prometida. Mas costumam dizer tantas coisas...

Nossos pensamentos não resistem à gravidade. No fim, tudo ficou muito confuso, escondido no breu das minhas suposições.
E somos tão frágeis, questionáveis, emocionais, indecisos, incoerentes...

“Somos tão jovens”.

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