7.11.10

Vamos parar pra escutar...


Preciso de silêncio.

Daquele silêncio acolhedor que parece um abraço de alguém que se precisa. Aquele silêncio que traz respostas às perguntas que não foram feitas em voz alta. Silêncio que domina sensações, que inquieta o íntimo... Que coordena e leva tudo ao caos.
Que absurda.
Só não preciso do silêncio da quietação. Que não permite extravasar seja da maneira que for. Que não permite o choro, a raiva, a medição da dor. A quietude me amedronta por ter limites óbvios. Quanto mais quietos nos tornamos, mais pensativos somos e também mais pragmáticos. É como mergulhar numa sequência lógica que só nos levará ao sem volta de nos mesmos.
A inquietude sim, essa movimenta, explode, indaga, surpreende. Antes a pressa da inquietude e o barulho do silêncio, do que a loucura calada da quietude, que só resolve falar quando o publico cansou de esperar para aplaudir e o teatro fechou. É quando não se consegue dizer nenhuma palavra, que mais se precisa gritar.
Desconfie dos que estão quietos demais, é ali que mora a maior de todas as dores, a dor de querer e não saber explodir no momento oportuno.

Um comentário:

Dé Mattos disse...

Que blog lindo! Parabéns! AMei!
Estou te seguindo!
Beijo!