31.10.10

Do trololó à sustentabilidade da minha paciência: Brasil, o país do futuro.


Perdi as contas de quantos textos dramáticos ou pseudo-engraçados eu deixei passar graças a minha preguiça. É isso mesmo meus caros amigos, a preguiça toma metade do meu tempo, na outra metade estou sendo obrigada a ler paginas e mais paginas na esperança de ter um futuro menos assustador, mesmo sabendo que toda esperança é burra.
2010 foi o ano das tragédias, sejam elas naturais, religiosas ou diplomáticas. Alguns terremotos, tsunamis, Brasil sendo eliminado cedo demais na copa do mundo, mineradores presos no Chile, eleições no Brasil. Vocês me desculpem, mas essa ultima é insuperável.
Desde o inicio do período eleitoral eu só consigo pensar numa única coisa: Quando isso irá acabar de uma vez? Passamos por um primeiro turno, salvo unicamente pela coerência das propostas de Marina Silva (nossa: YES WE CAN com seus 20 milhões de votos que buscavam mudança) e pela trollagem (se não conhece o termo, você não deve usar a internet) de Plínio Arruda, que deveria ser o mediador de todos os debates pelo mundo. Chegamos a um segundo turno, marcados por discussões religiosas, acusações pessoais, denúncias de corrupção, agressão e nenhuma proposta apresentada. Dois candidatos à presidência sem programa de governo e com muita cara de pau (óleo de peroba neles, Brasil).
Assim como Jesus conseguiu transformar água em vinho (me senti no direito de fazer referências religiosas nesse texto), o segundo turno transformou nossos candidatos à presidência em possíveis candidatos a beatificação. Dois santos disputando a presidência e o amor da nação. Até agora, dia do pleito não consigo identificar qual o meu tipo de sentimento por ambos. Defendo algumas opiniões e critico outras de ambos os lados e me sinto bicho acuado, tendo que escolher entre a falta de opção e a demagogia.
Não era assim que eu imaginava a festa da democracia.
O apelo religioso (somos um Estado Laico, cof cof), as mentiras sobre escândalos e dramas sobre agressões com bolinhas de papel (e eu sempre me considerei a rainha do drama) e agressões pessoais, restou a sensação de que não é isso que eu quero pro meu país e também a paciência de esperar mais quatro anos pela única candidata que fez jus a cargo tão importante.
Mas nesse momento, eu não quero meu país perdendo tudo que conquistou nos últimos anos. A realidade não é perfeita como pintam na propaganda eleitoral, mas é menos cruel do que aquela que eu conseguia enxergar anos atrás. E eu tenho só 21 aninhos recém-completados.
No meio de tudo isso, só consigo considerar que quem perde mesmo no meio desse circo que foi montado: somos nós, em todos os aspectos possíveis. (Pra quem acha que Tiririca é o único palhaço) A corda sempre arrebentou do lado do povo, mesmo sendo ele o mais forte da relação. Mas os mais experientes sempre tiveram razão e eu sou só uma criança querendo opinar.

Votem com Consciência, pequenos gênios. Uma eleição dura um único dia, mas suas consequências se arrastam por 4 longos anos.

2 comentários:

César disse...

Oi
Sou água....me chame, quando for lua cheia...(risos....)
apenas uma divagação....uma brincadeira

abraço, azedinha.

Laiana Reis disse...

muito bom seu texto!
parabéns.

;**