16.9.10

A hora certa.


É quando a madrugada invade o silêncio que me surgem às questões. Indago sobre o que eu estou exatamente fazendo com a minha vida quando paro de correr atrás daquilo que eu realmente quero.
Mesmo que a ligeira sensação de não saber ao certo o que se quer nos abrigue e nos obrigue a ser mais prudentes nas escolhas, algo dentro de nós sempre sabe...
O medo de mudar e sair do ponto de segurança não me deixa ser aquilo que eu sinto querer. Outros ares, outros lugares, mais riscos a correr. Não é que eu esteja no caminho errado, ao contrário do que possa parecer estou dentro de uma esfera que me tem, a questão maior é a plena certeza de está tornando esse caminho único e estreito de uma maneira que depois eu não conseguirei mais expandir e definitivamente, isso está errado. Errado porque essa esfera engole meus sonhos...
Não nasci para me manter em apenas um lugar, mergulhada numa rotina qualquer. Mesmo não tendo me movimentado muito, meu eu clama por independência. Cresci para quebrar os planos ou seguir sem ter que fazê-los. Mas como começar, onde encaixar, quais barreiras devo ultrapassar?
Me dizem que é função da pouca idade não se ter certeza sobre tudo que será certo em poucos anos. Dizem ainda que sonhos são sonhos e que a realidade é diferente de tudo que se pode imaginar. Digo então, que estou cansada de regras me sendo impostas, de realidades que não quero ser parte sendo trazidas até mim... Quando a única realidade que quero é das minhas escolhas e não das escolhas alheias. Não posso viver os sonhos de terceiros enquanto me afogo dentro das minhas próprias expectativas não cumpridas.
Outros dizem que não há graça na vida quando não se arrisca. Penso que isso começa a fazer mais sentido do que deveria quando me indago sobro o futuro, projetos e me privo de tomar decisões. Quanto mais eu fico parada, mais as coisas vão perdendo o sentido ao meu redor. Não posso morrer antes de aprender a viver do meu jeito.

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