14.8.10

Ninguém vai saber de nada... e eu sei.


Há algum tempo atrás a minha quantidade de textos repetitivos estariam sobrecarregando a velha mesa, composta por livros, copos, vitaminas, chaves perdidas, lápis, relógios e vários pedaços meus. Desorganização de quem nunca conseguiu ser parte de tudo que lhe parece padrão. Dentre todas as coisas que me compõe, hoje me resta a lembrança dos poucos acertos e dos erros que foram e são maiores que qualquer outra coisa que possa me determinar. Dos que me fizeram aprender, dos que me escravizaram, dos que não me acrescentaram e principalmente daqueles que me levaram adiante. Não consigo distinguir a importância de cada um deles, mesmo sabendo os que quero esquecer e os que quero repetir um a um... Afinal, não são apenas os acertos que deixam saudades. Sobre um ou outro acerto, quero a falta de memória daqueles que julgam, para que não haja comodismo meu em lembrá-los para me justificar, enquanto eles são esquecidos aqui e ali... Apenas os erros deixam rastros pela estrada. De todas essas coisas que sou, que sei, que aprendi ou não, quero apenas os detalhes que desdobrei, sozinha ou não... Agora, das poucas certezas que ainda tenho, sei que preciso de tanta coisa que nem consigo mais definir, daquelas que me são urgentes guardo segredos sem fim.

Nenhum comentário: