8.8.10

De uma bagunça para as multidões...


Eu poderia começar dizendo que esse texto foi a coisa mais adiada da minha vida, mas eu seria injusta com todas as outras que fui deixando pra depois e agora nem consigo lembrar mais... Agora que não posso simplesmente fazer isso com meu futuro que se aproxima, eu beiro a loucura só de imaginar as possibilidades que me cercam e as que eu queria que realmente me cercassem. E quando eu começo a falar sobre futuro, lembro que passo metade da vida tentando postergar o meu; que ameaça acontecer mesmo sem minha autorização, diferente de todas aquelas outras coisas que consigo controlar.

E a situação inteira se complica mais e mais quando finalmente entendo que o jogo da vida tem que ser jogado as cegas, não se podendo verificar as cartas que estão sendo postas a mesa antes do momento certo e onde 70% das vezes, o final da jogada demora tanto a se realizar que nem consigo lembrar direito qual carta me foi mostrada no passado. Grande parte das minhas ‘decisões’ foram acontecendo sem que eu precisasse escolher realmente. É como entrar em um circo onde não se conhece nenhum personagem nem tampouco a sequência do espetáculo. E fui caindo meio às tontas em diversas situações, as quais me adaptei bem ou não, mas o que importa? Quando se está dentro da brincadeira: ou sorrimos ou ficamos a margem. E eu prefiro mergulhar de cabeça...

E de repente me vejo dentro de uma estrutura predestinada, anteriormente planejada, decidida... Onde o meu único desejo é sair correndo pra não sufocar. Porque talvez, eu não saiba mais como separar o que sonhei daquilo que foi sonhado pra mim... Sobrando apenas uma velha pergunta recorrente: Como fazer então, para me livrar dessa confusão toda? E o passado e o presente armaram a cama e o sobre o futuro, creio que já posso sair cantarolando por ai: “E o meu medo de ter medo, de ter medo...”

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