11.7.10

Mas será que é inevitável?


Tudo parou no espaço de tempo chamado agora. E o ontem, nunca se pareceu tanto com o amanhã. É como se toda aquela inquietude tivesse dado uma pausa para que eu finalmente pudesse descobrir o quão necessária ela se faz. Não me dou bem com a paz propriamente dita, preciso apenas da promessa dela para poder saber como me conduzir. Preciso da perfeição do caos para que eu continue vivendo como se aquele instante fosse o último. Há um tempo as coisas estão paradas no ar, sublimando algo que eu não consigo enxergar ainda, algo que nem consigo discernir ou suspeitar o que seja. Como um animal selvagem que espera a presa se distrair para atacar. As promessas estão mais firmes e a vida me leva por um caminho que talvez eu não saiba se quero me guiar. Escolhas antigas que demoram a se concretizar, mas que são inevitáveis. O medo enfim bate em minha porta outra vez.

Um comentário:

Priscilla Estrela disse...

otimo texto
agora te sigo!