24.5.10

Uma casa, um lugar.


Sempre me referi a escrever como uma forma única de salvação. Aquela onde existe você e as palavras e só. Escrever é como construir um lugar para onde se pode voltar a qualquer tempo. É como uma casa idealizada e feita com cada pedaço seu. Com cada vontade, com cada pensamento. Depois, tem-se um lugar onde só você pode reconhecer as bases de forma inteira, mas muitos outros podem entrar e instalarem-se sem medo algum, porque remete a acolhimento, a benevolência. Temo por não encontrar mais o ponto chave que destrava em mim as palavras postas, há um tempo não consigo ordená-las como outrora. Ando tão inerte que as portas andam se fechando junto com as janelas, seria o paralelo feito a se encontrar, antes mesmo de se está perdida. Temo porque quando não escrevo gera significado de plenitude ou ausência total de determinas coisas, e por crer na impossibilidade da plenitude, me desespera essa falta. Essa aceitação do que vem sendo posto ou dessa contagem dos dias, rezando para que eles passem da forma mais rápida possível. Não sei bem o ponto onde quero chegar, mas sei que a inércia não é amiga de ninguém... Preciso da inquietude para saber que existo, preciso da angustia nos finais de semana para saber que eu sinto, preciso escrever para saber que vou continuar vivendo.

Um comentário:

Amanda Teles e Tamillys Camilo disse...

Olá moça,
Muito lindo esse texto.
Escrever é uma coisa mto boa mesmo!
Estamos te seguindo,tá?
Visita o nosso blog tb.
Bjão ;)