14.3.10

"Zé: Vortô pra ficá, né?
Maria: Não, achu qui minha sina é sempre caminhá
Zé: Tu carece é di criar raíz minina
Maria: Num fala assim Zé, eu sinto qui andei, andei, andei e num cheguei a lurgá nenhum, sinto qui um tanto di coisa eu perdi e um tanto di coisa eu num consegui achá... Vivê é assim mermo Zé? Essa coisa doida qui muda sempre? A separação di quem a gente quer? Andança sem pará Zé? Parece tudo sonho. Vivê é isso Zé? E o amô Zé, quando é di verdade? E filicidade Zé, quando é de verdade?
Zé: Ói, a filicidade é o contrai do amô né? A filicidade...
Maria: E na vida Zé, o que vem dipois da morte?
Zé: Num sei. A gente só sabi perguntá, num sabe responder não
Maria: Acho que meu distino é sempre fazer o caminho di vorta. Adeus Zé!
Zé: Mas será pussivi minina qui nossa sina seja sempre si dispidi
Maria: É não Zé! Nossa sina é sempre si incontrá."

2 comentários:

Costureira de estrelas. disse...

Essa minissérie é linda =)

Beijos =*

Monica G. disse...

Todos os dias são de Maria... na minha vida é assim! :)

Tempão que não te visitava né? saudades desse blog preferido.

Beijos.