22.3.10

a falta de futuro


É lógico, mas preciso ressaltar isso de antemão: Existem dois tipos de coisas, as que queremos porque nos atraem de alguma forma e as que não queremos por nos causar alguma espécie de repudia. Assim, podem ser divididas também as pessoas: existem aquelas que nos atraem e aquelas que queremos manter distância. A diferença primordial entre coisas e pessoas é que, muitas vezes e (infelizmente) não podemos jogar as pessoas no lixo, não podemos nos desfazer de determinadas criaturas, seja qual motivo for, é como se estas nos fossem mandadas para nos ensinar a ter paciência, discernimento e principalmente para nos mostrar que não precisamos ser aquele tipo de pessoa, as que passamos a vida querendo descartar de alguma maneira. Falo no sentido de que, elas se acham tão perfeitas, cheias de suas virtudes, que ultrapassam o limite do bom-senso por apenas criticarem os outros. E é bem nessa hora que temos a oportunidade de escolher o tipo de pessoas que não queremos ser. Porque essa perfeição é uma mascara para infelicidade, para frustração. Essas virtudes em demasia são defeitos disfarçados. E sabe do que mais?! Que se danem as opiniões de pessoas desse tipo. No fim das contas, elas nem sabem porque vivem, para o que vivem e nem se terão chance de viver, por isso são amargas e cruéis com os outros, porque não conseguem mais atingirem a si mesmos. Precisam provocar os demais para se sentirem úteis. Com o tempo, elas vão ficando tão pequenas que não vamos precisar descartá-las, elas irão por si só, desaparecerem. Por que algumas coisas são passiveis de saudade, algumas pessoas não.

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