24.2.10

O que é bom, mas é ruim, mas é melhor assim!

Sofremos com adaptações. Principalmente quando algo figura como plano principal durante muito tempo em nossa vida... É como perder uma parte de si e demorá-la a encontrar e depois disso ainda ter que torcer para que ela se encaixe novamente naquele lugar que outrora era perfeito para ela. Dão a isso o nome de mudança (eu creio). E às vezes ela é inevitável... Sempre vai existir o elo de ligação entre a continuidade e a mudança, nenhum dos dois caminhos é fácil como pode aparentar ser. Continuar em algo pode ser bem mais doloroso que mudar. Quando decidimos pelo segundo, demonstramos força de vontade em seguir por caminhos diversos. Se escolhermos continuar no mesmo caminho, mudamos o jeito de como caminhar por ele. É uma faca de dois gumes, eu diria. Onde o ‘decidir’ é a questão principal.

Nunca é fácil optar, nem tampouco deixar de se importar. É um trabalho árduo e apenas seu consigo mesmo. Sem terceiros. Ilusão nossa achar que outrem se importa de verdade ou mesmo sente a nossa dor, cada qual só consegue relatar seus próprios atos. A dor é individual. Se somos diferentes uns dos outros, porque sentiríamos igual?

A verdade é que não existe padrão para mudanças. Cada coisa ocorre no seu tempo certo, de um jeito que só iremos entender num futuro próximo. Dói agora, mas pode não doer amanhã; frustra agora, mas amanha pode ser a única salvação. Vivemos nessas margens longas de tempo para não enlouquecer antes da hora.


‘Diga adeus, diga adeus... Ou não diga nada!’

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