3.2.10

“Apenas não somos mais crianças...” (Caio F.)



Eis que crescemos e tudo aquilo que tínhamos certeza, tudo aquilo que queríamos ser, ter muda totalmente. Com o tempo as utopias saem de cena e começamos a enxergar a vida como ela realmente é: um caminho oscilante entre a felicidade e as incertezas.

Apenas não somos mais crianças e precisamos de sonhos que um dia possam tornar-se realidade. Apenas não somos mais crianças e aprendemos que os ‘não’ que recebemos existem sim e nos são dados diariamente e por vezes, deliberadamente; apenas não somos mais crianças e temos que encarar a realidade de ser e a necessidade de nos tornamos adultos.

Ser adulto, encarar, lutar, correr atrás dos objetivos. Certa vez ouvi que ‘adultos não devem ter sonhos, devem ter objetivos... ’ e acabei discordando pela crueldade da afirmação. Ao contrario dos sonhos, os objetivos não possuem nenhum tipo de magia, de beleza... Se não há beleza em lutar pelo que se quer, então não deve valer muito a pena. E se você considera ‘sonhos’ uma palavra infantil, também não merece os ter.

Todas as transições são árduas, sejam elas quais forem... Mas nem todos os fins são trágicos. Há uma grande vontade de buscar, de encontrar... Há uma grande necessidade de querer, de lutar... Há uma grande possibilidade de acertar, mais cedo ou mais tarde, o caminho que achamos mais certo para nos mesmos...

Um comentário:

ErikaH Azzevedo disse...

Eu ainda acho que ser adulto é o modo mais usado de crescer pro lado errado.

O caio..sempre sábio.

Deixo um beijo á menina azeda..rs

Erikah