24.11.09

* Não entendo como algumas pessoas podem ser tão agressivas, sem ao menos dar a chance de conhecer quem estão agredindo. Decididas a fechar a sentença, a carta, a pontuação de sua respiração, explicando o que não foi perguntado, respondendo somente ao interesse da visibilidade. Incapazes até de sentir um ódio por inteiro. Fiéis aos seus enganos, defendendo algo que não faz parte do sangue, mais preocupadas em ouvir seus pensamentos do que escutá-los fora. Ranzinzas no trânsito dos talheres, chateadas, de vaidade nervosa, com um medo de perceber que estão irremediavelmente sozinhas, com horror da simplicidade e complicando o que não precisa pedir licença. A literatura não é feita para isolar. Lembro de uma frase de Calderon de la Barca: "que farão pelo que ignoro/ se pelo que sei me enterram".

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