29.11.09

E a primeira vez é sempre a ultima chance...

Escrever tem sido difícil nos últimos tempos... as penas são tantas, que as palavras não se alinham. Escrever que sempre foi a minha válvula de escape, se esvai por entre meus dedos como água que não se pode conter. É que tudo virou um misto de desanimo e descrença. Não sei mais por onde caminhar... Sempre estive a margem do rio, nesse instante ando me afogando nele. Tudo aquilo que eu, de certa forma acreditava, agora, já não importa mais. Muitas coisas perderam seus respectivos sentidos e desse ponto, não dá mais para voltar... E alguma espécie de sentido é o que faz tudo valer um pouco a pena...

E são tantas penas. Pena de mim mesma, de nunca ter conseguido ser diferente e sempre achar intensidade nas coisas que eu poderia anular, mas será mesmo que eu deveria anulá-las? Quem eu seria agora? É fácil julgar quando não se está na pele do outro, é fácil dizer o que ele é, deixou de ser, apontar os erros, jogar na cara, tentar adivinhar. É tão mais fácil do que tentar uma aproximação. Do que tentar entender, sem expor nenhum tipo de armas antes. As pessoas encaram as outras como inimigas, talvez esse seja o grande mal das relações atuais, aparecem como soldados munidos de diversas armas prontos para atacar a qualquer instante e confiança, quando nunca se teve outrora, não é estabelecida dentro de alguns minutos, confiança é coisa rara, pelo menos pra mim. Confiança é o ponto chave dentro de qualquer que seja a relação.

‘Todos cometemos erros’, esse é o clichê mais barato que eu posso repetir aqui. Mas como todo clichê desse tipo, é por si uma verdade pura. Às vezes, queremos tanto nos salvar da areia movediça que quer nos engolir por inteiro, que passamos a viver coisas à parte, passamos a sobreviver de outras maneiras. Você quer tanto que algumas coisas aconteçam. Deseja como se aquele fosse ser o ultimo desejo de vida, sonha, imagina como seria, se ver dentro das situações. E quando essas coisas passam a acontecer em sua vida, percebe-se então, que o tempo delas já passou e que agora não adianta mais. Porque quando o momento passa, significa que aquela cura já não é eficaz como antes seria. Já passou tanto tempo que agora não vale mais a pena, não se pode mais remediar.

É fácil, muito fácil julgar as atitudes alheias (repito). Nos que raramente nos colocamos na situação do outro, preferimos tirar nossas próprias conclusões de antemão e fuzilar com palavras àquele que deveríamos encarar de peito aberto... Nunca espere nada demais de uma situação, pois tudo aquilo que se espera, passa longe, de tudo aquilo que realmente acontece.

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