31.10.09

' Por ter perdido a calma, por ter vendido a alma ao diabo...


Onde é o centro do furacão?

Há um bom tempo eu tento separar serenidade de loucura, querer de poder, esperança de possibilidade... de uns dias pra cá, eu perdi o fio e agora encaro tudo como se houvesse alguma possibilidade. Não sei mais nada sobre autocontrole, sobre me manter distante, alheia... não sei. Antes quando falavam em genialidade e burrice, eu conseguia distinguir certas coisas, agora meu corpo está pendendo para o lado mais obvio, o da burrice... encostar a cabeça no travesseiro, querendo a mesma coisa de tempos atrás, só que agora com mais disposição e mesmo assim sabendo que nada vai mudar, porque se não mudou antes, porque mudaria agora? Só porque a vontade é maior, só porque a disponibilidade é tamanha que não me cabe mais?!
E me pedem pra acreditar em coisas, pedir, acreditar... algo que eu prefiro blasfemar, sem medo algum, sem medo de ter medo. Não!
Quando eu paro e revejo todo esse tempo que teima em se repetir... eu só consigo enxergar as mesmas coisas, os mesmos sentidos e as mesmas faltas... e eu que cheguei a acreditar um dia, brigo todas as noites com a minha consciência e a minha esperança... uma que teima em acreditar, outra que sabe exatamente como tudo vai ser. Já foi assim tantas vezes antes... Não há mais perspectiva, tudo acaba aqui e é isso. E tudo vai se repetindo, repetindo... um ‘velho disco arranhado, um velho texto batido’.

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