30.8.09

Os meus heróis morreram de overdose...


‘vamos visitar o passado, mundo distante, passado muito além, onde a pessoa não valia pelo que ela é, só valia por aquilo que ela tem. Vamos assistir ao naufrágio de um Titanic pesado e frágil,
que foi à pique sem dó nem piedade pela febre da ganância, pela falta de humildade’

EngHaw – Cinza.


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A DMSE tinha prometido não falar mais sobre o Senado Brasileiro, mas é que o dia 07 de setembro se aproxima e a vergonha toma conta de tudo por aqui. Os grandes filósofos gregos apostavam na política fundada na virtude, uma política ética. Na nossa conjuntura política atual, ‘ética é confundida com éter’, parafraseando Renato Russo, a ética é trocada pelo whisky mais caro do mercado. Ou melhor, alguém lá ainda sabe o que significa ética?! Alguém ainda lembra qual o propósito para o qual foram eleitos e agora sentam naquelas cadeiras? Ou querem apenas gozar da vida luxuosa que damos a eles? Acho que essa questão não é tão difícil de ser respondida.
Um Senado envolto em inúmeros escândalos e sempre os mesmos protagonistas alternando o circo.

O problema é que o Brasil não tem memória, diria até que é um povo que gosta de sofrer, pois possuem todas as oportunidades de mudança nas mãos e continuam insistindo em candidatos que envergonham cada vez mais a nossa política e o seu povo. Somos um país que gosta de ser corrupto. E que não dispõe de forma alguma do espírito democrata que prega.

Nada muda na Terra Brasilis, porque o Povo não utiliza sua força. Ninguém detém a massa, quando essa busca mudanças. O fato é que somos acomodados e aceitamos todas as brigas e intrigas ridículas entre nossos senadores, que enganam o povo, que enganam a democracia, que roubam o espírito do nosso País. Não há mais Brasil. Existem pequenos países independentes naquelas cadeiras e não somos povo de nenhum deles. Não somos um povo, não somos uma nação. Somos apenas indivíduos e movimentos isolados buscando por alguma mudança. Porque quando baixamos a cabeça e concordamos com esse tipo de atitude, estamos também perdendo a nossa dignidade.

Um homem não pode vencer um exército, quando a luta acontece com as mesmas armas. De fato, não somos um exército, porque estamos cada qual lutando pelas causas que nos são mais favoráveis, assim, um homem derrota outro homem e segue o movimento. Porque se não há união, não poderá existir vitória. E quanto às mesmas armas, fica cada vez mais impossível obtê-las à medida que fechamos os olhos para não ter que enxergar e senti-se motivado a fazer alguma coisa pelo nosso país.

O Brasil e sua política são um grande espetáculo. E a platéia não é o povo. Sempre tivemos mais cara de palhaços.


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"Vamos celebrar
A estupidez do povo
Nossa polícia e televisão
Vamos celebrar nosso governo
E nosso estado que não é nação..."

Renato Russo – Perfeição.

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