18.8.09

"Aprendem-se coisas, eu dizia. Vezenquando, assustadoras." (C.F.A.)




O ‘Quem sou eu’? É uma pergunta muito corriqueira. Quais os defeitos a serem escondidos, a serem mostrados, quais qualidades no nosso pequeno rol apresentar quando se é indagado sobre isso. Porque na minha concepção temos muito mais defeitos que qualidades. Qualidades crescem em progressão aritmética, diferente... bem diferente dos defeitos que correm em progressão geométrica. Aquela tendência humana da evolução há muito foi quebrada, a maioria das pessoas hoje fazem o movimento oposto. Seguem as modinhas, pensam ‘pensamentos’ alheios, concordam sem discutir com as opiniões impostas, não há mais senso critico, há apenas uma velha e enorme aceitação.

Cada um sabe se definir de um jeito. Mas o que torna essa definição válida? Afinal, enumeras são às vezes em que mentimos para nos mesmos! Sim, uma espécie de ‘auto-enganação’. A mentira é poderosa, tanto, que indeterminadas vezes fica no liame da verdade... sabe aquele velho ditado: ‘uma mentira repetida varias vezes...’.

Chega a ser cômica essa capacidade do ser humano de enganar a si mesmo...
Finge que está tudo bem, que o mundo é perfeito, que não há maldade, que aquele erro que poderia mudar a vida de outrem não foi você quem cometeu e que aquelas dores que te consomem vão passar após um cochilo depois do almoço. Tem sonhos absurdos antes de dormir, ensaia pactos com o diabo para conseguir coisas impossíveis, massacra seus rivais, humilha aqueles que te humilharam... É a busca inevitável pelo caminho mais curto...

A sorte, pode-se dizer assim, é que a maioria das injustiças não sai da nossa cabeça, caso contrário penso que o mundo nem existiria mais... Em pensamento, podemos tudo, o pensamento não molda sempre nossas atitudes, já cheguei a acreditar que era ao contrario algumas vezes... as atitudes gerando pensamentos, que geram arrependimentos ou não. A diferença entre pensar ou agir antes, vai esta no tamanho da consequência que irá ser obtida através dos seus atos. Não tem como se livrar das CON-SE-QUÊN-CI-AS. Cedo ou tarde ela bate a nossa porta e nem temos tempo de definir se iremos aceitá-la ou não. Porque não teremos mais alternativas. Uma coisa é não ser punido como deveria pela justiça dos homens, outra totalmente diferente, é não conseguir por a cabeça no travesseiro para ter uma noite tranquila. Pois daí em diante, perde-se o sono tantas vezes, que se desaprende a dormir. As consequências afetam diretamente a consciência...

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