22.6.09

E daí?


Sempre fui da parte contrária, ia pra esquerda enquanto todos seguiam pela direita e há um tempo abandonei meus contrários e passei a seguir o caminho ‘normal’... confesso que por vezes me arrependi. Não preciso ir a uma festa, por que metade da cidade vai, ou falar as frases predispostas e sem nenhum palavrão para bancar a hipocrisia de ninguém, nem tampouco formar minhas opiniões do sensacionalismo barato que move a nossa mídia atual. Não preciso de determinadas influências e não tenho que sair de casa, se eu não quiser sair. Nem muito menos torcer pela seleção brasileira de futebol, se eu não estiver disposta a isso (e há quem diga que isso é falta de patriotismo)... desculpe, mas eu sei bem o que é falta de patriotismo, basta olhar ‘quem rouba a nossa grana pra guardar num paraíso fiscal’, mas isso é outro assunto longo.
E te olham e dizem: ‘você tem que ouvir tal música, isso é preconceito’; ou ainda ‘você perdeu a melhor festa de todos os tempos’... e então eu pergunto: e daí? E se eu quiser ir ao cinema enquanto estão todos em uma festa? E se eu quiser beber em uma segunda-feira-cheia-de-obrigações? Parece que tem sempre alguém disposto a controlar seus passos, seus ouvidos e sua visão. E eu não só quero, como preciso andar do meu jeito, dando meus passos certos ou não, mas meus, tirados das minhas convicções e não das mais usuais ou dos conselhos de outrem. Conselho é bom, quando te faz pensar, medir a situação e não quando te dar respostas e caminhos prontos.
To cansada de acordar no meio da madrugada me perguntando o que eu ainda to fazendo aqui...

Um comentário:

Vanessa disse...

e mesmo depois de todas respostas, as perguntas ainda teimam em aparecer...

beijo

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