29.5.09

'Para' Ana!

"A questão é que ela nunca foi exatamente feliz, não entende muito bem o que as pessoas querem dizer com isso. Acha um certo exagero essa procura insana pela felicidade. Para Ana, a felicidade é algo meio cafona. Felicidade é coisa para casais românticos das comédias americanas da década de cinquenta, tipo Doris Day e Rock Hudson. Felicidade é contar o dinheiro da família no fim do mês e ver se dá para uma viagenzinha até o campo. Ou soltar pipa com os dois filhinhos pequenos na praia. Isso, para Ana, é simplesmente um pesadelo. E se alguém pergunta para ela simplesmente o que é felicidade, Ana responde que felicidade é um jantar com um casal amigo - e ela detesta isso também. Porque Ana sabe que felicidade não tem variantes. Não adianta a conversa mole de que cada um tem a sua versão do que é ser feliz. Ana sabe que a felicidade é, para todos, a mesma coisa, só que não está interessada nela. Não há estímulo algum em correr pelas areias molhadas de uma praia deserta, nem em olhar para o rostinho assustado de um filho que é a sua cara, nem beijar na chuva de madrugada. Não que ela não viva alguns momentos ditos felizes, e até os aprecie. Mas não existe, para Ana, o "estou feliz". Porque ela despreza ilusões."

2 comentários:

poetriz disse...

E a felicidade não passa de uma ilusão também, não?

Bjs!

Anônimo disse...

Ela transformou o texto de acordo com as novas regras da ligua portuguesa!

hahahahhaa

adooooooooooooooro.