24.5.09

' I'm sorry that you turned to driftwood...


"Everything is open
Nothing is set in stone
Rivers turn to ocean
Oceans tide you home
Home is where the heart is
But your heart had to roam
Drifting over bridges
Never to return
Watching bridges burn..."


Quando somos crianças temos uma visão totalmente otimista da vida, dizem que é alguma coisa como ausência de maldade, eu diria que é falta de percepção, na verdade. Somado a muito otimismo, até naqueles dias de castigos intermináveis, seja porque viu algo que não deveria ou por ter feito algo que queria fazer, mas não era pra ser feito. Crianças seguem seus instintos, não medem conseqüências.
Crescemos e passamos a enxergar coisas que outrora não sabíamos, e pior que enxergar, é analisar, dar opiniões, mesmo que estas se limitem ao seu intimo, mesmo que nunca sejam ouvidas ou vistas. Alguns são anulados durante esse período; não por querer, mas por não ter opção. E durante aquele ‘tempo de solidão’, tantas coisas são percebidas, repudiadas, sentidas, crescidas... sim, crescemos dentro de nos mesmos e depois este toma proporções tão grandes, que não cabemos mais dentro da gente, mas ficamos ali, por não se ter ainda para onde ir. Coisas são feitas buscando algum pronunciamento, seja de orgulho ou reprovação. Apesar do desejo de ser sempre a coisa boa, o detalhe bom. Mas não, um defeito macula dez qualidades, um erro macula vários acertos... e assim seguimos. O pior é que a vida tem um limite cruel, seja qual for esse limite! Ele sempre vai existir...
Às vezes, mesmo dentro desse círculo torto, confiamos tanto nos que estão a nossa volta, que não enxergamos o barco furado. Deixamos de fazer coisas, por uma ou outra promessa qualquer e depois vemos que tudo deu em merda... é, merda é a palavra menos feia pra ser posta aqui. Qualidades, não se tem, defeitos não dão pra contar. Mas pelo menos passaram a te enxergar! E quando parece que estão se preocupando com você, estão apenas tentando manter a reputação deles a salvo, através dos seus passos.

2 comentários:

Flor disse...

Quando era criança era um pouco complicado. Era frágil. Me empurravam no chão enquanto comia biscoitos de água e sal, riam de mim. Usa óculos já, e não contava pra mãe quando me faziam chorar.
Já rasgaram cartinha de amor na minha cara e aquela que achava ser a melhor amiga, quando arrumou outra, me deu um tapa na cara.
Eu era uma boba.
E ainda continuo. O problema é que não mais frágil. E não levo desaforo pra casa, posso falar mil palavrões enquanto choro, mas cuspo todas as palavras que me fariam mal se as engolisse.
Nossa, que desabafo feio.
Sorry!

Um beijo.
Tem coisa pra você lá em casa.
P.S.: Adorei a imagem.

Anônimo disse...

Esse casa agora vive cheia de gente. E como sempre, com as "minhas coisas", sinto aquele ciuminho na alma. As coisas que mais gosto quero só pra mim...claro que vc não ia escrever sempre num blog massa, coisas massas só pra mim neh? Até porque o mundo merece suas palavras, e essas pessoas que andam por aqui com tanta liberdade abrindo a geladeira com tanta intimidade tbm!
Rum!
"Desde quando eu era criança, eu sou assim."

Bjos da primeira louca a comentar por aqui.

A mãe da fefê.