19.4.09

Pequenas metáforas sobre falsas esperanças...

‘Enquanto escondo meus segredos sobre as manchetes policiais, você escolhe suas roupas sem as cores habituais’

Enfim, torna-se engraçado o rumo que determinadas historias tomam, ainda mais quando as situações ficam ainda mais claras, mais evidentes. Uma coisa é sentir-se parte integral de algo, outra bem diversa é está a margem e ver sempre o rio aumentar seu volume e te afastar mais ainda do lado que você deveria estar. E uma hora ou outra, acabamos por nos acostumar daquele outro lado, naquele outro mundo que de certa forma, é seu. Mesmo que às vezes, se deseje no intimo está do lado oposto, e de tanto quase se afogar tentando uma passagem, entendemos que por mais que queiramos, algumas coisas são impossíveis, por que já não há mais espaço. Nenhum! Nada!
Não consigo entender se é insensatez, loucura ou uma falsa alegria, fazer determinadas coisas como uma forma de aproximação, de ser pelo menos um pouco semelhante mesmo que em vão. Também não adianta. Porque vão esquecer deles, e começar a reparar unicamente em você, mas não vão te analisar em totalidade, por serem incapazes, vão enxergar apenas aquilo que é mais evidente, que são seus erros, seus defeitos.
E é tão fácil enxergar apenas as coisas ruins, sem nunca perguntar como nos sentimos ou quem somos, quem achamos que somos! Bastava uma simples pergunta. Tentar ser bom para aqueles que não querem enxergar bondade nenhuma em você, não dar. Por fim, sentamos a margem desse rio, no lugar que sempre estivemos e vemos o outro lado fica fraco com o tempo. Então, finalmente damos as costas ao rio e deixamos ali tudo aquilo que não vale a pena, e caminhamos em busca de algo completamente diferente daquilo que vivemos até então. Cansados, porem renovados!

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