5.4.09

Hold On!


Ando com preguiça de escrever, minha cabeça anda sempre na velocidade da luz, mas essa minha preguiça me distrai. E é de existir mesmo, de ter que engolir sempre as mesmas coisas, pelos mesmos motivos, engolir em seco e digerir, mesmo que aquilo fique preso na garganta por dias a fio... Preguiça de algumas pessoas, de algumas situações, de analisar e ver que nem sempre aquelas pessoas que o destino determinou para estarem ao teu lado, se sentem realmente à vontade ali. Tudo bem que ninguém pôde escolher, já que o destino constrói algumas coisas que não podemos mudar... Mas não é por isso que se deve aceitar tudo, agüentar tudo, fazer de conta que nada acontece, ou é? Fazer esforço para algo dar certo, não vai servir se for apenas por uma das partes. Talvez, ser indiferente ainda ajude um bocado. Ou talvez continuem sem enxergar que você percebe. Qual realmente o seu valor? Ou os valores corretos?

Preguiça de falar, por saber que nenhum ouvido estará aberto para escutar, porque ouvir é fácil... ninguém quer suas feridas mexidas, mas todos queremos mexer em feridas alheias. É prático, é divertido brincar com os sentimentos de outrem, julgar, se servir de coisas e rir depois da ingenuidade deste e também do quão esperto se consegue ser. Se incomoda a quem gera os fatos? Eu não sei dizer. Falta sensibilidade ou sobra pra se deixar esconder? Falta personalidade ou se sabe exatamente quem é? O que move cada atitude? O que move você? Do que se é capaz? Para onde correr quando o nó apertar? Porque mais cedo ou mais tarde, as paredes do quarto se aproximam e espremem você.

Quem dar valor às coisas, sou eu ou é você? É a idade, é a personalidade, é a experiência de vida? Às vezes, é melhor ter preguiça de existir, do que viver de uma forma tão contraria a si.

Nenhum comentário: