2.9.08

Blog, tão querido blog...

Não vos abandonei, até porque não desisto fácil assim de mim; e parar de escrever é o mesmo que me abandonar e abandono remete a solidão, que é sempre mais dolorosa quando é realmente percebida. Ninguém precisa saber, mas todos sem exceção somos sozinhos. No intimo da nossa mente, a solidão como dizia Renato Russo, em alguma de suas canções que doem de tão verdadeiras: “Dizem que a solidão até que me cai bem”. Não, eu não estou em um momento maníaco depressivo, prestes a cometer suicídio pulando de um pé de alface (devido a um remoto desconforto inicial com altura), estou apenas relatando que a solidão só não é boa quando nos é imposta.

Estou querendo/tentando dizer que a nossa mente é sempre sozinha quando nossos pensamentos os são. Fato que me faz admitir que há quem não consiga ‘fechar a boca/matraca’ enquanto está a exercitar seu ato de pensar. Esses... Acredite, nunca estão/estarão sozinhos, há/haverá sempre centenas de seres (humanos ou meio humanos – escolha você) ao seu redor esperando o momento perfeito para usar aquelas palavras contra você, a favor deles e caso seja algo realmente proveito/útil, colocá-las o mais longe possível de ti.

OK! Assumo ser essa só mais uma tentativa falha de provar que pensamentos só devem ser transformados em palavras/ações, quando realmente necessários ou quando estamos diante das pessoas certas para ouvir/ler o que é desnecessário. A classificação/escolha fica a seu cargo e eu me sinto mais/menos culpada/aliviada com isso. Sou uma prova concreta que ainda não consigo controlar meu rápido/lerdo pensamento, mas a minha boca geralmente se encontra fechadinha, por precaução, mesmo que eu nunca seja precavida. (ainda mais fechada agora que minha sinusite resolveu tirar férias e meu nariz já cumpre sua função plena). O meu maior problema são as mãos que vos escreve, que meu pensamento ainda não sabe como controlar. Ou talvez ele não queria aprender como conseguir.

Não, ainda não me encontro imune. A sinusite foi substituída pela dor continua de cabeça, mas isso não me surpreende, eu penso. Aliás, esse ‘eu penso’ é o verdadeiro causador da continuidade da mesma. Esteja ele pensando besteira/bobagem/asneira/imbecilidade/futilidade, em grau superior ou inferior. Mas, quem disse que eu me entrego sem lutar? Nem depois de lutar e perder, eu costumo faço isso. A cura do insucesso são as várias possibilidades, alguns traduzem isso na expressão popular: cabeça-dura/rebelde sem causa/idealista sem noção/ egoísta... enfim!

No mais, não sei ainda o que é pior: A minha prolixidade, a alta capacidade de contradição ou a minha freqüente mania de perder o foco inicial do texto... Caso você saiba a resposta, ela não é necessária e nem sou eu a pessoa certa para ouvir a coisa desnecessária. Renegando a prolixidade, em suma, eu não quero saber.

Fico por aqui, afinal, já dizia o poeta: “Nunca se é sozinho, quando ainda lhe resta a sua própria companhia” (ou o poeta disse ou eu inventei isso para me confortar – já sabe que es tu quem vai escolher mesmo). E é disso que eu tenho medo, da minha companhia. Mas isso não me assusta tanto porque na verdade eu tenho ainda mais medo de sapos literalmente.

Nenhum comentário: