22.8.08

A Loucura e Deus - O Deus da Loucura



Será que a Loucura é suficientemente louca ou
tristemente sã para acreditar ou não em Deus?



A Loucura é uma observadora. Existem três tipos interessantes de crentes. Os primeiros são aqueles que como Píndaro, nos dizem: “O que é Deus? É tudo”, de lágrimas no rosto devido a trágica emoção que impossível de ser contida, se apoderou das suas pobres almas.
A seguir encontramos aqueles que interrogam a existência divina, num misto de ceticismo cego e de vontade de ver mais além. Aqueles que pensam demais para acreditarem cegamente em algo, sem o questionar, mas que desejam ardentemente algo em que possam acreditar cegamente.
A Loucura, gosta especialmente destes, pois apoiam as suas vidas em dois caminhos aparentemente opostos. Um homem em tal posição tanto poderá ser o mais louco dos homens como o mais lúcido que já viveu.



“Tenho de proclamar a minha incredulidade.Para mim não há nada de mais elevado que a ideia
da inexistência de Deus.O Homem inventou Deus para poder viver sem se matar.”

Dostoievski, Fiodor


Os terceiros, pairam entre a negação absoluta de Deus e a tristeza pela morte do mesmo, sendo que estes últimos, acreditam que Deus terá existido. Lembrando-me as palavras de Sade: “O meu maior desgosto é que Deus, na realidade, não exista, privando-me assim do prazer de o insultar mais positivamente” ou de Stendhal com o seu “O que desculpa Deus é o facto de Ele não existir”. Woody Allen, disse ainda: “Deus não existe e, se existe, não é muito confiável”.


*Extraído do blog: Elogio da Loucura

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