29.7.08

Do desejo de saber vários outros palavrões...


Meu cérebro parou, é algo inerte, não pensa mais. Tem um mês que ele funciona apenas e unicamente pelo fato de me manter viva, vegetando, mas viva. Eu não consigo mais processar uma frase inteira, sem pensar em algum xingamento, sabe palavras de baixo calão?. Minhas ideologias nem sei em que caixa eu coloquei e muito menos onde eu coloquei a chave da libertação... Até minha tendinite, seu eu nada fazer, começou a doer. Eu acordo sem saber em qual dia da semana estou, quem tem me ajudado a saber disso é a televisão. Aterrorizante? Também tenho achado isso, já me sobram futilidades demais para eu ter que acumular mais e mais, porque ela sempre trás queira você ou não. Tem dias que eu quero escrever até esgotar todos os meus pensamentos, mas daí, voltam àquelas palavras e habita novamente a minha mente. Algo que para expressar surpresa você diz: ‘que merda’; para dizer o quão estúpido você pareceu semana passada, você novamente diz: ‘que merda’ e para perguntar algo que não entendeu: ‘que merda é essa?’... Tenho precisado muito de um livro, é! um daqueles que me ocupe a maior parte do dia. Porque nem dormi a tarde eu consigo mais para fazer o tempo passar e essa agonia... ahhh, essa agonia que vem me atormentando. Que me deixa com vontade de correr rua afora gritando em alto e bom tom: Socorro! Alguém me salve de mim mesma. E então, eu olho pro relógio e para completar minha aflição, chego a conclusão que a hora não quer mais passar, sabe-se lá porque, tudo anda devagar demais e eu não processo bem assim, eu não sei mais o que é viver desse modo, preciso de algo me atormentando, preciso perder tempo, rir de um tanto de coisas que estão espalhadas no meu quarto atrasadas. Mas algo me deixa feliz nisso tudo, ando contrariando o velho dito popular: ‘Cabeça vazia, pensamentos dominados pelo diabo’... Se continuar assim, entro no céu e ninguém vai me notar por lá. Ir pro céu e não comemorar, não avisar que cheguei? Eu moro na Terra, sou brasileira, moro no sertão, tenho tantas crises quanto o Brasil... Preciso experimentar o novo, senti-lo, chegar lá e gritar: ‘Finalmente algo diferente de tudo que eu já provei’ e quando todos me olharem, me notarem, me julgarem... Finalmente voltar a ser como sempre fui aqui nesse lugar, do tipo que caminha pela rua contando os passos, muitas vezes, sem querer voltar. E nem comece você a me analisar. Que merda também...

Um comentário:

Anônimo disse...

Que porraaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!

Desculpa ai mas depois de ler esse texto a vontade de gritar aqui foi maior que eu.


Como eu não falo merda, então...

xero xu.

E é isso ai!