12.3.08

Sétimo andar (1)


Ela era falante, descontraída e demasiada ingênua. Ou talvez, não! Algumas características são postas por nós mesmos por uma questão de adaptação. Nem tudo que se vê, é daquele jeito realmente, é preciso enxergar nas entrelinhas. Mas, poucos conseguem... Ela sabia!
Sabia a hora de falar, o que fazer, quando calar. Atitudes inteiramente programadas nos mínimos detalhes, para que seus erros, quando cometidos fossem quase imperceptíveis. Medo de que? Medo da repreensão, porque não? E dos rostos que iriam julgá-la! Das vozes que ela ouvia a noite e prolongava sua angustia antes do sono. E principalmente, de se afogar em suas dúvidas!
Ela esperava por algo, que não era só seu futuro, queria as respostas, mas tinha receio em obtê-las. Encontrava-se em um ambiente novo, um imenso desconhecido vazio. E mal conseguia dar passos pela rua. Quando chegou ao portão de entrada, sentiu que sua vida a partir de então, nunca mais seria a mesma.
E começou a sua jornada rumo ao encontro de caras e gestos, verdadeiros ou falsos, rostos que sorriam ou choravam, aparências enganam, na verdade tudo engana, mas ela estava seguindo seu destino, só não sabia qual dos destinos, mas seus passos continuaram rumo ao lugar programado e tudo era, a partir de então inesperado...

(Continua!)

Um comentário:

Anônimo disse...

Gente...quem SER ela???

não vejo a hr do proximo capitulo!!!

adoro ler tu q vc posta aqui.

AMo tu xuxu.



Mônica.