14.3.08

Sétimo andar (5)

Pessoas passavam ao seu lado, mas algo a impediu de manter qualquer contato, ela nem se quer podia definir seus rostos, como se todos fossem vultos da sua imaginação. Ela gritava na esperança de obter alguma resposta, ela só queria sair daquele lugar que fora agradável no instante inicial, mas agora se fazia desesperador.
Ela então, colocou a primeira chave na sua respectiva porta e quase podia ouvir o som da chave girando, quando este foi sufocado pelo ranger da porta, um vento frio invadiu seu ser. E uma luz ofuscou sua visão, tão instantaneamente quanto a trouxe de volta. Aquele era o lugar mais estranho que seus olhos puderam enxergar durante toda a sua vida.
Já havia perdido a noção do tempo, quando passou a observar cada detalhe do ambiente. Estaria ali há uma hora, um dia ou há meses? Era impossível definir. A sua única certeza era que aquilo já durara tempo demais.
Um sonho seria? Seu cérebro já não respondia da forma devida, seus pensamentos desapareciam subitamente e assim, só podia vê e raciocinar a partir daquilo que ali existia.
Sentiu como se a tivessem matando aos poucos, roubassem tudo, menos aquilo que a confortava e desesperava por vezes, ela não poderia seguir de mente vazia... Mas, o que representara sua mente até então?

2 comentários:

Anônimo disse...

Jesus onde ELA vai parar???

Tô adorando o enredo escritora minhaaaaa!!!

Uiii

xero xuxu.

Robertinha disse...

anitaaaaaaa
t amando! muito massa!!!