13.3.08

Sétimo andar (4)


Ela andava e sua mente não parava, sucessões de pensamentos a invadiam, ela não sabia qual das diversas portas abrir, tentando achar alguma resposta, retirou de sua mochila um livrinho de frases feitas, ao abrir, leu três vezes a frase, para que esta pudesse adentrar seu corpo e encontrar a sua alma: '...e se de repente a gente não sentisse a dor que a gente finge q sente?”. Ela odiava essas verdades que ele lhe trazia, mas nutria ódio maior por não conseguir se livrar delas da forma desejada, não era medo, mas a certeza do quão correta essas se faziam no momento que ela as buscava. Às vezes, ela só queria o mundo, pra colocá-lo dentro de uma caixa e trancafiá-lo em um lugar onde ninguém pudesse encontrar, em outras, ela queria que ele perdurasse durante o tempo da sua aparente felicidade. A inconstância a possuía de uma forma quase absoluta, contra isso já havia desistido de lutar, e contra todo o resto, quem sabe. Como se andasse contando os passos, ela sentiu pisar em um chaveiro com chaves de diversas cores, levou consigo alguns metros a frente, quando percebeu que cada cor de chave, era também uma cor de porta, algo a levou próxima a primeira porta! Era chegada a hora de saber o porque de está presa ali! Uma armadilha ou uma saída? As respostas que procurava ou apenas mais perguntas? Mas, na verdade, ela rezava mesmo, para encontrar a luz do sol, que se omitira há tempo demais...

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