12.3.08

Sétimo andar (2)


Ela se dizia algo e fazia perguntas que ela mesma já sabia a resposta, às vezes, era tomado por uma indiferença, e ainda um certo narcisismo que beirava a sua personalidade, um cinismo pouco perceptível ou muito, depende do seu modo de interpretá-la... Por se achar sempre certa, esperta, decidida. Mas todos sabemos que a maioria das coisas que dissertamos sobre nós mesmos é aquilo que gostaríamos de ser e não aquilo que somos; já que os seres humanos são dotados ate da capacidade de enganar-se. Era como se ela precisasse mostrar com seus gestos e frases feitas suas sensações de felicidade, êxtase, tristeza e tantas outras. Resposta para alguém? Condição para continuar seus passos? A mente dela era um enigma que ela certamente não estava perto de decifrar. Sua euforia a deixava ignorante para as coisas que deveria realmente enxergar e a partir disso, via apenas o que sua mente necessitava. Ela não imagina, mas era um joguete nas mãos dos vários destinos, uma peça no jogo do acaso e se fazia ausente da sua realidade. E ela sorria mesmo assim, não se sabe riso de que... Mas, ali ele permanecia.

(Continua!)

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