30.1.08

O desfile genial!

Abram alas que o bloco do holocausto vai passar... É, parece piada, mas não é. Estou eu vivendo em um mundo onde o respeito se desintegrou por inteiro ou foi apenas uma ilusão proferida pelo meu cérebro? Ainda precisaremos dar vivas aos desfiles de carnaval na avenida depois dessa? Acho melhor eu explicar a ficar fazendo perguntas.

Voltemos ao ano de 1943 e ao talento de um “homem” que quis por o mundo sobre o seu “umbigo – chapado e aquecido”, persuadindo milhares de pessoas, mas, não mais do que aquelas que decidiu matar. Inferiores por causa da raça, estereótipos acima do caráter de cada um. Judeus! Nas minhas aspas, refiro-me ao cara de bigodinho e cabelo repartido que recebeu o nome de Adolf Hitler, onde a sua inteligência se compara a sua covardia, posta em sua ideologia.

Carnaval de 2008, última escola do primeiro dia do grupo especial do Rio de Janeiro. abram alas a Viradouro, que traz como rainha de bateria Juliana Paes, que dessa vez estará longe de ser o centro das atenções. Não se assuste, não se angustie e não considere um absurdo isso, mas o fato de esta trazer um carro representando o holocausto da segunda guerra, com cadáveres feitos de plástico – a representação. Ao lado desse carro que faz a representação daqueles que foram massacrados, humilhados, assassinados. Vêm algumas tantas pessoas sambando, ao som de toda animação carnavalesca. Sim, exatamente assim. Uma forma excepcional de representar tal questão e deve ser sempre com muita animação. Não sei se podemos chamar isso de representação de algo, animação perante o fato, frieza na escolha feita e uma atitude extremamente desrespeitosa perante 6 milhões de vitimas. Fica essa questão.

Talvez fosse melhor continuarem as homenagens: um campo de concentração, uma câmara de gás, alguns soldados matando e um homem discursado, dessem ainda mais atrativos a apresentação. Polêmico? Creio eu que não. Prefiro a alternativa de desrespeito a situação.

E já que é assim, ao invés de cantar essa noite: “quem se atreve a me dizer do que é feito o samba”, canto baixo, num tom quase imperceptível. NEM SE ATREVA A ME DIZER DO QUE É FEITO O SAMBA, NEM SE ATREVA. E tenho dito...

Um comentário:

Carla San disse...

Querida, obrigada pela visita! E é uma honra ter um texto meu na sua casa. Apareça sempre. Beijos