16.1.08

coisinhas


Hoje me deu aquela ânsia de escrever como há um bom tempo eu não sentia, uma extrema necessidade de colocar em palavras um vácuo de pensamentos, por que ando naqueles dias que nada flui com muita facilidade, como se minha alma estivesse machucada de tal maneira que não consegue se recompor, nem quando exijo que ela o faça. Ela tem um infame costume de acompanhar meu corpo. Deveriam ser distintos como na maioria das vezes foram. Mas não, agora eles se unem e formam um único ser, tentando formar um Eu que está infinitamente despreparado para ser, ou o contrário. O fato certo é que em ambas as situações o medo comanda, não o medo de me encontrar, mas o medo de nesse encontro achar algo que não venha a conduzir comigo. Gosto muito dessa falta do meu EU que me deixa ser do jeito que preciso em quase todas as situações, coisa de obvio utópico. Saudades de vê o sol brilhando e ardendo. Fazendo jus a sua função de iluminar. Saudades de olhar meu céu estrelado e sua infinidade de frases por estrelas. Vontade e falta dela de saber exatamente aquilo que eu devo saber. Pressa, já não tenho tanta. A vontade faz de mim o que quer, e hoje ela só queria ter uma noite completa de sono sem pensamentos que não condizem e verdades que já não são. Coisa de abafar o coração e negar qualquer tipo de emoção. Tranqüilidade e quietude.

Nenhum comentário: