2.11.07

Sobre perder nossos valores...

Quem foi que disse que não poderíamos evoluir? Alguns chegaram ainda a dizer tal coisa, disseram e nada adiantou afinal, aqui estamos sempre em constante e esplendorosa evolução. Até aceito isso e agradeço demasiadas vezes, afinal tudo agora é de uma facilidade um tanto mais necessitada, viva a praticidade e ao ganho do tempo.

De fato, o que deveriam mesmo ter nos avisado era para não contorcer tanto os nossos próprios valores, aqueles sociais, que quando nascemos já são intrínsecos e vão evoluindo dependente da sociedade em que nasçamos. Não nos disseram para preservar nossa própria opinião e deixar a dos atores da novela das oito serem apenas deles, não nos avisaram que para fazer um mundo melhor, teríamos também que sermos melhores pessoas, cidadãos, lutar pelos nossos direitos, defender o nosso meio ambiente, ter e ir à busca dos nossos ideais. E não o contrário... Os que fizeram e ainda tentam fazer isso, foram e são taxados de insanos, desocupados, inconseqüentes.

Às vezes penso que tudo está perdendo o sentido, a profundidade de ser determinada coisa. Hoje o que for mais superficial possível é o escolhido, é como se todos tivessem perdido seus conceitos e seguissem um padrão de ser para poder se encaixar dentro de uma determinada sociedade. Se for para ser assim, eu jogo a bandeira defensiva no chão.

Não quero ser igual a todos, nem pensar da mesma forma. Queria que todos nesse mundo dessem sua devida opinião, aquela que nasce dentro de si, defendesse o que achasse que deveria defender sem se preocupar com arrependimentos, ou com o que o vizinho vai pensar de você. Ser e agir em favor disso. Ter pelo menos um ideal na vida.

Que todos lutassem pelos seus objetivos ao invés de sentarem e esperarem as coisas acontecerem. E pior, reclamarem que nada acontece. Se continuarmos assim, só teremos uma palavra para nos definimos “reclamadores”. E do que vai adiantar? Absolutamente nada. Não fazer por onde conseguir o que se quer e o mesmo que querer ganhar num jogo cujo nem jogadores ainda somos. Ah, mas deixa-me lembrar uma coisinha: Os fins não justificam os meios! Porque do jeito que a humanidade caminha, se as coisas não forem bem explicadas, elas são no mínimo mal interpretadas. E tenho dito...

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